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SEMINÁRIO «LUGARES DE GLOBALIZAÇÃO»
16-03-2018 9:00 - Lagos


O Seminário “Lugares de Globalização” pretende ser o momento de abertura da Semana Cultural, através do encontro de responsáveis de diversos “lugares” e sectores de atividade, especialistas, investigadores e público em geral. Assim, acontece e proporciona o primeiro momento público de reunião e partilha de perspetivas e informação, no sentido de envolver parceiros, somar parceiros e proporcionar o compromisso de cooperação necessária, para a afirmação nacional e internacional dos “Lugares de Globalização”.

Comissão científica
Alexandra Rodrigues Gonçalves
Rui Loureiro
João Guerreiro

Programa
09h00
Receção e registo de participantes

09h15
Mensagem de Abertura

Maria Joaquina Matos
Presidente Câmara Municipal Lagos

09h30
Semana Cultural – Lugares de Globalização – O contexto
Aura Fraga
Associação Vicentina                

PAINEL 1
Fundamentos e Multiculturalidade

09h45
Lugares de Globalização - Fundamentos Históricos

Estes lugares possuem traços e registos longínquos, como lugares de globalização, que se inscrevem na nossa memória coletiva e se firmam marcando a nossa identidade. Que traços e registos são esses? Onde se encontram estes traços? Onde se vêm esses registos?

Moderador - Rui Loureiro
Diretor Científico e Pedagógico, ISMAT – Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes

O Algarve e a primeira globalização do Mundo
João Paulo Oliveira e Costa
Professor Catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

A arquitetura Algarvia na época dos Descobrimentos
Manuel F. Castelo Ramos
Investigador


A construção naval e as florestas no reconhecimento do atlântico
Miguel Martins
Investigador, Arqueologia Náutica e Subaquática / Dendroarqueologia

A criação de lugares de comércio nos núcleos urbanos do Algarve, séculos XV-XVI

Daniela Pereira
Investigadora na Universidade de Évora-CIDEHUS

11h20 
Debate

11h45 
Intervalo

12h00
Multiculturalidade e Interculturalidade - Encontro de culturas e convergência de saberes

Estes lugares possuem traços e registos longínquos, como lugares de globalização, que se inscrevem na nossa memória coletiva e se firmam marcando a nossa identidade. Volvidos seculos, onde se encontram no quotidiano destes lugares vestígios e marcas que nos moldaram a identidade e que se instalaram e perpassam indiferentes ao tempo?

Os escravos em Portugal nos séculos XV e XVI – impactos económicos e culturais do tráfico de seres humanos
Arlindo Manuel Caldeira
Investigador do CHAM, Universidade Nova de Lisboa

Algarve e Marrocos: territórios de continuidades geográficas, históricas, culturais e humanas
José Alberto Alegria
Cônsul Honorário do Reino de Marrocos no Algarve

12h45
Debate

13h00
Almoço livre

PAINEL 2
Cooperação e Turismo

14h30
Património Cultural e Turismo - Cooperação e Trabalho em Rede


Havendo registos e traços de identidade comuns, como se ligam esses lugares e se afirmam esses traços de identidade comum, numa celebração conjunta, e se mostra novamente ao mundo esse nosso gosto, agora marcado por valores contemporâneos, de intercâmbio e diálogo cultural entre comunidades e povos?

Moderador - João Guerreiro
Professor Catedrático da Universidade do Algarve

Património Cultural e Turismo Sustentável - A Gestão de Sítios
Luís Raposo
Diretor científico do Museu de Arqueologia de Lisboa, Presidente do ICOM – Europa (Internacional Council of Museums) e Membro do Conselho consultivo da Comissão Nacional Portuguesa da UNESCO

Património e Turismo: que lugar para os museus, que lugar para as comunidades?
José Gameiro
Diretor Científico do Museu de Portimão. Membro da Direção do ICOM Portugal e Presidente do Júri dos Prémios EMYA,  Museu Europeu do Ano e Museu Conselho da Europa.

15h30 
Debate

15h45
Intervalo

16h15
Património Cultural e Turismo – Desafios

Assumindo o interesse universal dos registos e traços históricos destes lugares, dessa identidade comum e dos valores contemporâneos de intercâmbio e diálogo cultural entre povos, como pode o turismo contribuir para a afirmação destes lugares no mundo. Como estruturar produto turístico em torno destes lugares, que afirme a sua identidade e os seus valores?

Valorização turística do património
Carlos Martins
Fundador e Diretor executivo da OPIUM. Foi diretor executivo de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, presidente da Agência para o Desenvolvimento das Industrias Criativas da Região Norte e membro do Conselho Nacional de Cultura.

Cooperação, Redes, Criatividade e promoção de experiências – O grande desafio
Alexandra Rodrigues Gonçalves
Diretora Regional de Cultura do Algarve

17h00
Debate

17h30
Abertura Oficial da Semana Cultural – Lugares de Globalização



ORADORES
Adolfo Miguel Martins
ADOLFO MIGUEL MARTINS
Miguel Martins tem desenvolvido trabalho em arqueologia náutica e subaquática desde há já alguns anos, especialmente no âmbito da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e dos estabelecimentos de ensino superior, nomeadamente, da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) e do Instituto de Arqueologia e Paleociências (IAP-UNL), bem como no ForSEAdiscovery Project financiado pela Marie Curie Actions – 7th Framework onde foi bolseiro.
Nestas instituições, está integrado em projetos de inventariação, estudo e salvaguarda de vestígios de embarcações datadas do período Moderno, no registo de artefactos em meio submerso, na produção de conhecimento para futuros projetos e na área da dendroarqueologia.
Entre 2011 e 2014 foi responsável pela investigação centrada nos vestígios de uma escuna do século XIX que afundou na Barra de Setúbal. Em 2015, coordenou o registo digital tridimensional dos destroços do navio Belinho 1, afundado ao largo de Esposende (Portugal). Para além de ter colaborado com vários projetos de investigação centrados na produção de conhecimento na área da dendroarqueologica, onde se inclui o estudo das madeiras do navio de Bremen (Alemanha), Batávia (Austrália) Highborn Cay (Bahamas), entre outros.
Alexandra Rodrigues Gonçalves
ALEXANDRA RODRIGUES GONÇALVES
Atualmente Diretora Regional de Cultura do Algarve e Professora adjunta da Universidade do Algarve, Escola Superior de Gestão Hotelaria e Turismo onde leciona matéria do núcleo científico de Turismo, Hotelaria e Ciências Sociais . Foi Vereadora da Câmara Municipal de Faro.
É doutorada em Turismo, pela Universidade de Évora, com a defesa pública da tese: “A cultura material, a musealização e o turismo: a valorização da experiência turística nos museus nacionais”. Mestre em Gestão Cultural, com especialização em Gestão e Administração do Património Cultural, pela Universidade do Algarve (cooperação com a Universidade Paris-8 da Sorbonne) com a defesa pública da tese: “A componente cultural no turismo urbano como oferta complementar ao produto sol e praia no Algarve: o caso de Faro e de Silves”. Obtenção do grau de licenciatura em marketing com formação precedente em turismo (Bacharelato).
Arlindo Manuel Caldeira
ARLINDO MANUEL CALDEIRA
Arlindo Manuel Caldeira, é licenciado em História e investigador do CHAM (Centro de Humanidades), da Universidade Nova de Lisboa. As suas principais áreas de pesquisa são a história de África (particularmente Angola e golfo da Guiné) e a escravidão, sobre as quais tem publicado vários livros e dezenas de artigos. Em 2013, publicou o livro Escravos e Traficantes no Império Português - O comércio negreiro português no Atlântico durante os séculos XV a XIX, editado por A Esfera dos Livros e, em 2017, pela mesma editora, Escravos em Portugal. Das origens ao século XIX.
Carlos Martins
CARLOS MARTINS
Carlos Martins é licenciado em Economia pela Faculdade de Economia do Porto, pós-graduado em Turismo Cultural pela Universidade de Barcelona e doutorando em Geografia Económica pela Universidade do Porto.
Foi vereador com o Pelouro da Cultura, Turismo e Desenvolvimento Económico da C.M. Santa Maria da Feira, presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Turismo de Santa Maria da Feira SA. e da Feira Viva, Cultura e Turismo EM.
Foi diretor Executivo de Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012 e presidente da Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas da Região Norte.
Foi membro do Conselho Nacional de Cultura - secção das Artes.
Fundou e é diretor da empresa Opium, Lda, que se dedica ao planeamento e desenvolvimento de projetos nos sectores da cultura, turismo e indústrias criativas.
Daniela Nunes Pereira
DANIELA NUNES PEREIRA
Daniela Nunes Pereira é licenciada em Património Cultural (2006) e mestre em História da Arte (2012) pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve. Atualmente, é doutoranda em História, na Universidade de Évora, bolseira de doutoramento no âmbito da Cátedra UNESCO – Intangible Heritage and Tradicional Know-how: Linking Heritage, e membro do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDEHUS – Universidade de Évora), onde desenvolve a tese sobre «Os espaços de mercado nas cidades portuguesas entre os séculos XVI e XVIII».
João Paulo Oliveira e Costa
JOÃO PAULO OLIVEIRA E COSTA
Natural de Lisboa, é Doutor em História e Professor Catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É diretor do CHAM – Centro de Humanidades e titular da Cátedra UNESCO "O Património dos Oceanos". Para lá da coordenação de projetos de investigação e de orientação de dissertações de mestrado e de doutoramento, é autor de diversas obras. Iniciou-se na escrita de ficção com o romance O Império dos Pardais (2008), a que se seguiu O Fio do Tempo (2010), O Cavaleiro de Olivença (2012) e O Samurai Negro (2016).
João Pinto Guerreiro
JOÃO PINTO GUERREIRO
João Pinto Guerreiro é, atualmente, Professor Catedrático da Universidade do Algarve. Licenciado em Geografia, Faculdade de Letras de Lisboa, Universidade de Lisboa (1983); Master of Science em Ordenamento Rural e Ambiente, pelo Centro Internacional de Altos Estudos Agronómicos Mediterrânicos (Paris) (1986); Doutor em Ciências Económicas (Economia Agrária) pela Universidade do Algarve; Agregação em Economia (Economia Regional e Urbana) pela Universidade do Algarve. Das inúmeras atividades de gestão universitária e outras que desenvolveu, destaca-se a de Reitor da Universidade do Algarve e de Presidente da Comissão de Coordenação da Região Algarve.
José Alberto Alegria
JOSÉ ALBERTO ALEGRIA
Licenciado em Arquitetura pela Faculdade de Arquitectura de Lisboa e em Economia pelo ISCEF da Universidade Técnica de Lisboa.
Foi pioneiro em Portugal na renovação da Geo-arquitecura e das modernas Arquiteturas em Terra (taipa e adobes). Tem desenvolvido um percurso de investigação e de concretização de obras baseadas na continuidade entre a Arquitetura Tradicional do Mediterrâneo, Arquitectura Contemporânea, entre a Arquitetura do Sul de Portugal e a Arquitetura do Maghreb.
Tem projectado múltiplas obras públicas e privadas, muitas delas associadas ao nosso Património arquitetónico de Influência Mediterrânica.
É membro fundador das Organizações “Geodomus Internacional”(Barcelona) , “MultiCulti-Culturas do Mediterrâneo”( Mértola)  e “Associação Al Mouatamid Ibn Abbad – para a Cultura Islâmica e Mediterrânica”(Silves). É igualmente membro do Conselho Científico do “Centro de Cultura Árabe, Islâmica e Mediterrânica” da Universidade do Algarve e Investigador no centro de pesquisa do território, arquitetura e design (CITAD) da Universidade Lusíada de Lisboa.
Em 2001 foi nomeado Cônsul Honorário do Reino de Marrocos no Algarve e em 2007 passou a integrou o grupo de reflexão sobre “uma nova cultura da água no Mediterrâneo”, da Fundação Anna Lindt de Alexandria, no Egipto.
Coordenou as pesquisas e investigações que conduziram à elaboração e publicação do Plano de Gestão e de Valorização do(s) Património(s) do Município de Castro Marim e publicou múltiplos artigos e textos científicos sobre os Patrimónios de Arquitectura Vernacular do Mediterrâneo
José Gameiro
JOSÉ GAMEIRO
Diretor Científico do Museu de Portimão é desde 2015, presidente do Júri do Prémios Museu Europeu do Ano (EMYA - European Museum of the Year Award) e Museu Conselho da Europa. Mestre em “Gestão e Administração do Património Cultural” pela Universidade do Algarve, pertence à direção da Comissão Portuguesa do Conselho Internacional dos Museus (ICOM-PT), 2017/2020. Consultor da Secção dos Museus, da Conservação e Restauro e do Património Imaterial do Conselho Nacional de Cultura (desde 2010) para o qual foi nomeado na qualidade de “personalidade de reconhecido mérito”. É membro fundador da Rede Portuguesa de Museus (2000) e da Rede de Museus do Algarve (2007). Tem exercido as funções de museólogo, formador e professor nas áreas da museologia e do património industrial, sendo responsável pela coordenação e programação das exposições, projetos e atividades parcerias nacionais e europeias do Museu de Portimão
Luís Raposo
LUÍS RAPOSO
O Prof. Doutor Luís Raposo é o atual Presidente do ICOM - Europa (Internacional Council of Museums), a maior organização internacional de museus e de profissionais de museus. 
O Professor Luís Raposo é especialista em Pré-História Antiga (Paleolítico) e arqueólogo, tendo colaborado na criação de museus locais e regionais e em vários projectos de intervenção arqueológica nacionais. Foi, ainda, Professor Convidado da Faculdade de Letras da ULisboa, na área de História. Entre outros cargos desempenhados, dirigiu o Museu Nacional de Arqueologia, presidiu à Direção da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM e é, atualmente, membro do Conselho Consultivo da Comissão Nacional Portuguesa da UNESCO. 
A preservação do património mundial, o combate ao tráfico de bens culturais, a cooperação institucional, a ligação com o público e a promoção de boas práticas são alguns dos objetivos principais do ICOM, uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, criada em 1946. O ICOM detém o estatuto de órgão consultivo no Conselho Económico e Social das Nações Unidas.
Manuel Francisco Castelo Ramos
MANUEL FRANCISCO CASTELO RAMOS
Manuel Francisco Castelo Ramos - é natural de Portimão (1958) e residente em Silves. Licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa (1982) e mestrado em História de Arte pela Universidade Nova, com dissertação final sobre a arte manuelina no Algarve.
É desde 1982 professor de História do Ensino Básico e coordenador do departamento de Ciências Sociais e Humanas do Agrupamento de Escolas de Silves.
Desde há muitos anos ligado à defesa do património cultural, designadamente o arqueológico e arquitetónico, integrou a Associação de Defesa do Património Histórico-Cultural de Silves e foi sócio fundador do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves.
Nesta área da história e património tem realizado diversas palestras e escrito variados artigos. Em 1998 integrou como coordenador local o projeto de musealização da Fábrica do Inglês (Silves), sendo diretor do Museu da Cortiça até ao momento do seu infeliz encerramento.
Rui Manuel Loureiro
RUI MANUEL LOUREIRO
Natural do Porto, é licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1979), e doutorado em História da Expansão Portuguesa (1995), pela mesma faculdade. Especializou-se na história dos contactos dos portugueses com o mundo asiático nos séculos XVI e XVII, publicou mais de uma centena de trabalhos de investigação, entre livros, artigos e comunicações. É investigador integrado no Centro de Humanidades da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e membro da Academia da Marinha.
É diretor científico e pedagógico do ISMAT - Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes, em Portimão.